Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lobos disfarçados de cordeiros

Pela transparência, publicidade e credibilidade, contra abusos de poder. Cuidado com as aparências, cuidado com os "Lobos disfarçados de cordeiros".

Lobos disfarçados de cordeiros

Pela transparência, publicidade e credibilidade, contra abusos de poder. Cuidado com as aparências, cuidado com os "Lobos disfarçados de cordeiros".

A Operação Marquês e o descrédito da Justiça.

Juiz arrasa acusação.jpg

Ainda há poucos dias tinha publicado o post, O problema da auto-governação da Justiça, e agora mais este caso que me vem dar mais razão.

Juiz arrasa acusação: "inócua, pouco rigorosa, fantasiosa".

Operação Marquês. Das "fragilidades que põem em crise o funcionamento da Justiça" à "vergonha nacional", as reações à decisão de Ivo Rosa.

Operação Marquês: Advogados pedem "profunda reflexão sobre o funcionamento da Justiça".

A acusação do MP nas palavras de Ivo Rosa: "especulação", "incoerência" e "fantasia".

Ana Gomes: "decisão instrutória é arrasadora".

Segundo Ivo Rosa, durante a decisão instrutória do processo Operação Marquês, disse que em causa está a eventual violação do princípio do juiz natural ou juiz legal.

 

Para começar, o poder judicial tem um modo de funcionamento preocupante, muito diferente do poder político. Enquanto no poder político temos muita transparência, quase tudo se sabe, quase tudo é comentado. No judicial temos pouca transparência, não interessa que se saiba o que acontece lá. Interessa que "fique tudo dentro de quatro paredes, no segredos dos deuses". Sabemos que a transparência protege os mais fracos e isso é fundamental num país dito civilizado para evitar abusos. Se neste processo mediatizado aconteceu isto, imaginem o que acontecerá nos outros que não têm a atenção da comunicação social. É mesmo assustador.

Enquanto alguns tentaram "atirar areia para os nossos olhos", dizendo isto é normal, é a justiça a funcionar, ainda não terminou, vai haver um recurso. Outros como a Ordem dos Advogados e Ana Gomes estiveram bem nas suas criticas. O que aconteceu põem em causa a credibilidade e a confiança no sistema de justiça. Assim não temos garantia alguma que a última decisão seja a correcta.

Ana Gomes esteve bem ao dizer: estar "muito preocupada” com a interpretação dos factos "completamente discrepantes" entre o Ministério Público e a decisão anunciada hoje, considerando que essa “discrepância não é normal, nem é de molde a tranquilizar os cidadãos sobre o funcionamento da nossa Justiça. Também na imagem em cima a última frase é "falta de rigor". Se Ivo Rosa acha que deve haver rigor, então concordo com ele.

O resultado de um processo deve depender essencialmente da lei e dos factos, e não de ser o Juiz A ou B a julgar. Já viram o que seria se enquanto andávamos a estudar quando fazíamos um teste, tivéssemos nota positiva ou negativa conforme o professor que o corrigisse!

Também ao considerarem normal interpretações diferentes, significa que o juiz tem demasiado poder para querendo interferir no resultado do processo sem que se consiga detectar, pois o que aconteceu passa a ser apenas a interpretação do juiz.

E o CSM está preocupado com isto: Ideias de juiz negacionista são "corrosivas para a imagem da justiça".

E o poder eleito democraticamente para nos governar, para fazer o país progredir, não tem nada a dizer! Não há assuntos da política e da justiça, mas assuntos do país e alguns têm relevante interesse público. A Justiça não pode ser um Estado à parte intocável dentro do Estado. Vejam Transparência e Integridade chocada com decisão da Operação Marquês, onde diz: "Durante anos ouvimos o poder político a sacudir água do capote e a dizer à justiça o que é da justiça, mas o juiz devolve agora, e disse isso mesmo, a responsabilidade ao poder político. Eu pergunto o que tem a política a dizer sobre isto?"

Também fica claro que temos ainda um longo caminho a percorrer e que alguns "constroem castelos em cima de um monte de areia", que depois facilmente se desmoronam.

Vejam como somos avançados! Isto acontece no mesmo país que tem preocupações com o ambiente, as alegadas alterações climáticas, os animais e meras palavras que o vento leva que alguns muito sensíveis consideram ofensivas, mas não por vezes com as pessoas que são o mais importante e principalmente com os mais fracos que não têm voz e por isso são um alvo fácil. Temos prioridades invertidas. Também as manobras de diversão para desviar a atenção do essencial sempre interessaram.

Tive também conhecimento que existe uma petição a pedir o afastamento do juiz Ivo Rosa. Alguns ainda não perceberam que o problema é o modo como a justiça funciona. O que é preciso mesmo são reformas na justiça de modo a torná-la mais transparente e mais objectiva. O justiça não deve ser um sistema fechado, mas deve dar explicações ao país sobre o que faz tal como os outros poderes o fazem. A publicidade da justiça é fundamental.

 

Adenda 1: Rio diz que "Justiça é o pior exemplo de um regime doente" e defende ação política. Onde diz por exemplo, "Quando a justiça não funciona é da responsabilidade do poder político pô-la a funcionar", "As decisões da justiça têm de ser entendidas pelo povo", e isto implica que sejam do conhecimento público.

A administração da justiça em Portugal é um verdadeiro "totoloto". Eu alterei o título para esta frase que está no artigo, porque o título original não reflecte a parte mais importante. Vejam o artigo no ponto 2, parágrafo que começa por "O grande problema do paradigma das provas indiretas é (...)". Este é um dos problemas que eu tenho falado, a possibilidade da arbitrariedade. Também há a possibilidade de tomarem decisões erradas,  incompreensíveis, pois como é um sistema fechado, ninguém sabe, ninguém se vai indignar.

 

Adenda 2: A justiça, independentemente da separação de poderes, é administração pública. Onde diz por exemplo: (...) a afirmação repetida “ad-nauseam” pelo primeiro-ministro ("à justiça o que é da justiça, e à política o que é da política") representa a desresponsabilização do Governo (...).

O problema da auto-governação da Justiça.

Já neste blog falei na auto-governação da Justiça, agora encontrei mais estes artigos que devem ler:

E a Justiça? O Governo da Justiça. Onde diz por exemplo: "A Justiça, porque é administrada em nome do Povo, não pode assentar em sete corporações que vivem dentro do seu mundo, desligadas de qualquer responsabilidade ou acompanhamento político, administrativo ou cívico".

O Governo da Justiça. Onde diz por exemplo: "A democracia portuguesa decidiu em 1976 que a justiça era um problema dos juízes e dos juristas. Arranjou uma fórmula fácil e desresponsabilizadora, a autonomia do poder judicial".

A justiça na degradação do Governo. Onde diz por exemplo: "O que todos temos de reclamar é uma necessária e urgente reforma na justiça".

 

(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons" e também algumas sobre o poder)

(Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio", deviam sentir-se mal. Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)

 

Chega de teoria que não corresponde à realidade, falemos do mundo real que é imperfeito. Muitos falam na autonomia e na independência do poder judicial. Mas não pode haver autonomia e independência absolutas para fazerem o que entendem com pouca transparência e sem prestarem contas ao poder eleito democraticamente que é a base da democracia.

Uma das características do poder é que tem tendência em cometer abusos, e isto aplica-se a todos. E como exemplos de comportamentos desviantes do poder, os casos Um "polvo" na comunicação socialInspectores do SEF suspeitos da morte de um ucraniano e Operação Lex já aqui falados. Em Espanha o caso do juiz Baltasar Garzón, Garzón dice adiós a la carrera judicial al ser condenado a 11 años de inhabilitación e Baltasar Garzón suspenso por 11 anos.

Sabemos também que para evitar estes abusos deve haver transparência e pesos e contrapesos. Numa democracia nada está acima da critica e tudo o que for relevante para a sociedade deve ser comentado.

Mas em geral o poder eleito recusa comentar o que se passa na justiça. Isto significa má qualidade da democracia. A Justiça não é um Estado à parte dentro do Estado mas faz parte do mesmo Estado que os outros poderes. Também sabemos que normalmente a recusa em comentar é uma forma de proteger, isto é o assunto poderá ser incómodo e por isso não interessa falar nele. Até porque normalmente quanto mais se fala mais se sabe. E sendo assim isto é preocupante.

Também algumas noticias indicam que os Portugueses confiam muito pouco na justiça, e o poder eleito não tem nada a ver com isto e pouco muda na justiça.

E isto acontece no mesmo país que tem preocupações com o ambiente e os animais, onde há vários ambientalistas e animalistas mas não defensores dos Direitos Humanos que é o mais importante. Temos prioridades invertidas e manobras de diversão.

Ou seja a auto-governação e a pouca transparência levam a comportamentos desviantes. Para evitar isto os pesos e contrapesos são fundamentais, e isso inclui a publicidade pois "Tudo o que é secreto degenera, mesmo na Justiça (Lord Acton)".

 

Adenda: Mais uma vez o post não apareceu nos Últimos posts. O meu blog deve estar na "lista negra". Pela hora a que foi publicado, ele devia estar entre os dois posts na imagem. E já depois disto vi e continua a não aparecer.

Em falta nos ultimos.jpg

Adenda: Supostamente mais um caso de abuso de poder, neste caso exercer poder além das suas competências.

Diretiva da PGR é ilegal, dizem Sindicato dos Magistrados e ex-presidente do Constitucional.

Procuradores impugnam PGR. Parecer diz que diretiva 'é ilegal'.

Onde diz por exemplo:

O Sindicato dos Magistrados avançou para a impugnação judicial da diretiva da Procuradora-Geral da República sobre a subordinação hierárquica no processo penal. Ação deu entrada no Supremo Tribunal Administrativo e é acompanhada por parecer do ex-presidente do Constitucional que demonstra que a "PGR usurpou competências próprias da Assembleia da República".

Na ação e no parecer que a acompanha fica demonstrada, sem margem para qualquer dúvida, que a diretiva é ilegal e inconstitucional e que a PGR usurpou competências próprias da Assembleia da República.

 

É também preocupante que o Parlamento que devia exercer o sua função no mecanismo de pesos e contrapesos e sendo ele o Legislador, quando devia zelar pelo princípio da separação de poderes e para que outros não exerçam o poder que é da sua competência, não tenha aprovado a audição da PGR, Parlamento "chumba" audição da procuradora Lucília Gago sobre diretiva polémica. Ou seja se a Justiça violar o princípio da separação de poderes ao exercer poderes que são da competência do Parlamento, o assunto deve ser resolvida na Justiça e o Parlamento não tem nada a dizer. Se é assim temos má qualidade da democracia pois o poder não eleito é mais forte que o eleito.

Justiça anula condenações de Lula da Silva.

Justiça brasileira anula condenações judiciais de ex-PR Lula da Silva.

Justiça brasileira anula condenações judiciais de ex-PR Lula da Silva.

Anuladas as condenações de Lula da Silva no caso "Lava-Jato".

Condenações de Lula da Silva anuladas: ex-Presidente pode disputar eleições.

Fachin anula processos contra Lula, que recupera direito de disputar eleição.

 

(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons" e também algumas sobre o poder)

(Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio", deviam sentir-se mal. Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)

 

As condenações judiciais de Lula da Silva foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) porque considerou que o Tribunal que fez o julgamento era incompetente para o fazer. Isto é o julgamento foi feito na 13ª Vara Federal de Curitiba e devia ter sido na Justiça Federal do Distrito.

Embora isto não signifique que Lula seja inocente e poderá voltar a ser julgado, não nos podemos esquecer que não havia nenhuma prova concreta contra ele, ele foi condenado com base na delação premiada, e que entretanto esteve preso 580 dias e foi impedido de se recandidatar. E tal como quando o cidadão comum erra e provoca danos a outros, é responsabilizado, neste caso também deviam haver consequências. Além disso quanto maior o poder, maior deve ser a responsabilidade e não o contrário. Isto também põem em causa a competência de quem tomou estas decisões erradas, teriam obrigação de saber isto.

Se isto aconteceu com um ex-presidente e com muita transparência pois tudo se sabia e comentava, imaginem o que acontecerá com o cidadão comum anónimo e sem publicidade. Assustador!

Isto que aconteceu no Brasil, pode acontecer noutro pais onde a justiça tenha um modo de funcionamento idêntico. E aconteceu no mesmo mundo onde há preocupação com o ambiente, os animais e com meras palavras que o vento leva, mas não com as pessoas pelo menos nesta área bem importante. Será que as preocupações com ambiente e os animais não servirão para iludir as pessoas e fazê-las crer que somos uma sociedade avançada? Somos uma sociedade avançada, mas em manipulação!

A justiça tem um modo de funcionamento preocupante, pouca transparência. Todo o poder tem de ter pesos e contrapesos que impeçam abusos, e isto só se consegue com publicidade.

Este post Porquê mais um blog?, tem alguns frases sobre o poder, como:

Quanto maior o poder, mais perigoso é o abuso (Edmund Burke). Tudo o que é secreto degenera, mesmo na Justiça (Lord Acton).

Vejam também: O sistema judiciário e a democracia.

Adenda: Mais uma vez o post não apareceu nos Últimos posts. O meu blog deve estar na "lista negra".

 

Adenda: Procuradoria brasileira recorre de decisão que anulou processos de Lula da Silva. Onde diz que se deve preservar a estabilidade processual e a segurança jurídica. Ora a segurança jurídica já está em causa. Que confiança podemos ter numa justiça onde "cada cabeça sua sentença"? Além disso não pode haver confiança cega, o que tem de haver é transparência, publicidade e escrutínio.

Justiça e política no Brasil.Onde diz "E tornou-se claro que o juiz e depois ministro Moro passou de herói da Lava Jato a uma vergonha para a justiça brasileira". Um dos problemas é atribuir demasiado poder a alguns, por vezes com poucos pesos e contrapesos que impeçam abusos.

Vigilância a jornalistas. Quem nos guarda dos "guardas"?

Este é mais um post importante que não interessa que seja visto, o que é preocupante. Os críticos são mal vistos mas eu vou continuar a "pôr o dedo na ferida".

Imagem: Não penso, não existo, só assisto.

Como será já do conhecimento de muitos, o Ministério Público mandou a PSP espiar/vigiar jornalistas e dizem que foi ilegal. Isto aconteceu devido a alegada violação do segredo de justiça. Alguém estaria a passar informações para os jornalistas.

Ministério Público mandou a PSP vigiar dois jornalistas para investigar fuga de informação.

O atentado ao Estado de Direito.

O SJ alerta ainda para a "gravidade deste precedente e os constrangimentos que coloca ao exercício de um jornalismo livre e independente, fundamental em democracia".

Para já isto que dizem não é certo, mas há alguns anos as Buscas no '24 Horas' foram consideradas ilegais, o que é preocupante.

Desde o meu primeiro post Porquê mais um blog? que venho dizendo que em todo o lado podem acontecer irregularidades e que é necessário haver pesos e contrapesos de modo a evitar abusos de poder e assim proteger os mais fracos como deve ser num país civilizado. Todo o poder onde há opacidade é um potencial problema.

Para já ainda é cedo para tirarmos conclusões sobre a legalidade do que aconteceu, mas o certo é que a classe dos jornalistas se sentiu atingida e usaram o poder que eles têm para mostrar a sua indignação. Possivelmente não houve nenhum órgão de comunicação social onde este assunto não fosse falado. Isto foi de tal modo que até a classe política que normalmente diz que não pode comentar processos judiciais, o que eu que penso pela minha cabeça não compreendo, comentou possivelmente devido às perguntas dos jornalistas.

Candidatos presidenciais condenam alegada vigilância policial sobre jornalistas.

Vigilância policial de jornalistas é “absolutamente inaceitável”.

Marcelo quer que Joana Marques Vidal seja ouvida sobre vigilância a jornalistas.

O SJ diz e bem que um jornalismo livre e independente é fundamental em democracia. Eu digo mais é fundamental num país civilizado. Mas será que existe mesmo um jornalismo livre e independente com opacidade? Depois ser livre e independente não é necessariamente o mesmo que ser um jornalismo de qualidade. E é fundamental para defender o interesse público por informação relevante e não para defender a classe dos jornalistas. Não sabemos os critérios que eles usam para decidir o que devemos e o que não devemos saber, o que é preocupante. Não sabemos o que é censurado. Mas não sejamos ingénuos, as escolhas que eles fazem visam defender os seus interesses. Por vezes coincide com o interesse público, por vezes não.

É lamentável que os jornalistas só fiquem indignados com certas coisas que lhes acontecem, enquanto for aos outros não há problema a não ser que seja também do seu interesse. Sabemos que "Se a televisão não mostrou, então, não aconteceu!", ou melhor se a comunicação social não mostrou, então, não aconteceu! E Falemos de censura. Na prática só existe o que eles mostram. Ou seja eles fazendo "filtragens" têm o poder de distorcer a realidade e manipular.

Parece que os jornalistas são uma classe especial, só têm direitos, nada de deveres! Por vezes os jornalistas mostram-nos certas coisas erradas que acontecem, mas temos um problema, os jornalistas não são especiais, como todos nós fazem coisas certas e erradas, quem nos mostra o que os jornalistas fazem de errado?

E como mostrei neste blog nos vários posts 'Um "polvo" na comunicação social', nem às Entidades Reguladoras podemos recorrer quando entendemos que a comunicação social está a violar os seus deveres, nomeadamente o de informar sobre tudo o que é relevante e assim zelar pelo interesse público. Querem convencer-nos que o assunto não é da sua competência pois parece ser uma "batata quente" ou então há uma certa cumplicidade entre os reguladores e os media, o que é bastante preocupante. Mas eu penso pela minha cabeça e analiso criticamente o que outros dizem para ver se faz sentido, e após insistência minha... Vejam:

Um "polvo" na comunicação social (parte 1).

Um "polvo" na comunicação social (parte 2).

Um "polvo" na comunicação social (parte 3).

Um "polvo" na comunicação social (parte 4).

E outros posts neste blog.

Quem nos guarda dos "guardas"? é mesmo uma grande pergunta que nos deve preocupar.

E em relação a este assunto, vigilância a jornalistas, aguardemos novos desenvolvimentos pois de certeza que os jornalistas não se vão calar e vão usar o poder que têm para defender os seus interesses.

 

Adenda: Parece que fui censurado pois este meu post não estava nos Ultimos posts. O meu blog deverá estar na "lista negra".
Como ele foi publicado às 12:08, às 12:21 tinha sido publicado há 13 minutos, logo devia estar entre os posts 'Happy Caturday' e 'Jeremias, o burro pensativo'.

Publiquei novamente o post às 14:08, às 14:11 tinha sido publicado há 3 minutos, logo devia estar entre os posts 'Happy Hour à Milanesa' e 'Tops de Outubro de 1980'.

 

O melhor comentário.

(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons" e também algumas sobre o poder)

(Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio", deviam sentir-se mal. Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)

 

Este é o melhor comentário deste blog e está em Artigo demolidor. Teria de ser necessariamente um comentário que pusesse "o dedo na ferida". É um comentário de certo modo assustador mas reflecte a realidade, é para ler e reflectir. Um dos objectivos deste blog é mostrar o que não nos é mostrado.

Tal como eu digo, o comentário diz que a comunicação social mostra o que lhes interessa mostrar e oculta o resto. Acrescento que eles também mostram o que não conseguem ocultar mesmo que não seja do seu interesse.

Alguns não percebem que a ocultação de informação relevante é uma forma de enganar pois ficamos com uma ideia errada da realidade.

Alguns não percebem que o mundo real é imperfeito, logo em todo o lado podem acontecer irregularidades, e que "Quem nos guarda dos guardas?" é uma grande pergunta.

Alguns não percebem que quando outros seleccionam o que devemos e o que não devemos saber e também os destaques, além de não dizerem como o fazem e logo há falta de transparência, fazem isso de modo a zelar pelos seus interesses, que por vezes não é o mesmo que zelar pelo interesse público. Determinam assim quais os assuntos que devem ser discutidos e os que não devem, e não podem ignorar que o que vemos influencia-nos pela positiva ou pela negativa. E depois os "Maria vai com as outras" divertem-se a discutir esses assuntos sem questionar o seu interesse. Pensar e fazer perguntas é complicado e quem o faz é mal visto.

Mais um seguidor confuso.

Já várias vezes tenho criticado o comportamento das pessoas, elas são uma parte importante do problema.

Também critico seguidores que não mostraram qualquer interesse por nenhum dos posts pois é algo que não faz sentido, e hoje passei a ter mais um desses seguidores. Assim espero que seja notificado deste meu novo post e explique porque razão passou a seguir o meu blog se nada lhe interessou?

Este post também é valido para os outros seguidores. Se o meu blog não lhes interessa, podem sair pois eu não me preocupo com o número de seguidores nem de comentários, mas em falar de assuntos importantes. E se tivermos uma sociedade avançada, estes assuntos devem interessar e muito.

Adenda: Eu tinha mesmo razão, o meu novo seguidor teve conhecimento deste post e já saiu.

Venham as alterações climáticas! (2)

Na sequência do post Venham as alterações climáticas!, segundo dizem com as alegadas alterações climáticas (um grande problema), o nosso clima vai ficar mais quente e seco, ou seja é bom. Venham elas rapidamente!

Adenda:  Temperatura. O frio que mata. Recorde ibérico. Temperatura desceu ​aos 34,1 graus negativos na Catalunha. Este frio todo deve ser do aquecimento global!

Mais uma vez digo, venham as alterações climáticas. Não às manobras de diversão que visam desviar a atenção do essencial, e o essencial em princípio são os problemas actuais.

Retrocesso civilizacional nos Direitos Humanos.

Como referi aqui, ontem foi o dia internacional dos Direitos Humanos e uma das datas mais importantes para a Humanidade.

Podem ver em cima quais foram os destaques nesse dia, nem um relativo a essa data importante. Vivemos um retrocesso civilizacional preocupante.

Os Direitos Humanos não são prioridade pois dizem "Uma história bem contada, ou uma receita de chocolate, merece sempre a nossa atenção :)". Ou seja interessam as diversões, preocupante!

É muito preocupante a manipulação e as manobras de diversão que existem neste país para desviar a atenção do essencial. Ignoram assuntos sobre seres humanos e dão "tempo de antena" a assuntos sobre o ambiente e os animais. Retrocesso civilizacional!

Dia Internacional dos Direitos Humanos.

(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons" e também algumas sobre o poder)

(Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio", deviam sentir-se mal. Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)

 

Hoje é o dia internacional dos Direitos Humanos e uma das datas mais importantes para a Humanidade.

'Todos iguais em dignidade e direitos': o que diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos, celebrada em 10 de dezembro.

O ano de 2020 foi muito negativo para os Direitos Humanos.

É dia também de mais uma vez "pôr o dedo na ferida". Os Direitos Humanos são fundamentais, mas para alguns os problemas que existem são com o clima, o ambiente e os animais, não com as pessoas. As manobras de diversão para desviar a atenção do essencial e manipular estão na moda e são patrocinadas por quem tem interesse nisso.

É também dia de nos lembrarmos de uma grande frase: "O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos desonestos, dos corruptos ou dos sem ética, o que mais me preocupa é o silêncio dos bons" (Martin Luther King).

E como sabemos na prática só existe o que a comunicação social publica, mas há também o que eles ocultam. Vejam o poder que eles têm de manipular. E são alguns dos que estão incluídos no "silêncio dos bons".

Vejam: Falemos de censuraSe a televisão não mostrou, então, não aconteceu!

Mãos cheias de nada.

(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons" e também algumas sobre o poder)

(Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio", deviam sentir-se mal. Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)

 

Tive conhecimento deste artigo que devem ler, Mãos cheias de nada. Esse artigo faz algumas criticas que eu também faço.

Gosto da frase que também uso, "ficar com as mãos cheias de nada" e infelizmente actualmente vemos muito disto. Muitos escrevem sobre assuntos fúteis que são promovidos a assuntos importantes e no fim ficamos com as mãos cheias de nada, continuamos incultos e ignorantes. E isso interessa.

Tal como diz o artigo, pensar é hoje um acto raro, tal como criticar, o que está na moda é seguir a "manada" e não fazer perguntas. O artigo também diz:

  • Oferece-se a ignorância como um produto útil e de valor.
  • Esta produção em massa de mãos cheias de nada revela-se na lavagem cerebral a que estamos sujeitos constantemente através dos meios de comunicação social, através das estratégias políticas e económicas.
  • Por sua vez, o pensador torna-se rapidamente um rebelde (...).
  • Finalmente se reconhecem os doutores que servem o anticonhecimento. Ao que parece, dá emprego, tem procura e está na moda. Raça de víboras, nem mordendo a própria língua seriam úteis à humanidade.

 

Vejam também o post Comunicação social, um "cancro" na sociedade e este artigo Falemos de censura, onde entre outras coisas diz:

"Informação é poder. Por isso sempre houve tendência para a controlar (...). De momento existem duas novas formas de censura. A primeira delas é o excesso de informação irrelevante. (...) despejam constantemente toneladas de informação inútil sobre o público".

Com excesso de informação irrelevante e "toneladas" de informação inútil, no fim ficamos com as mãos cheias de nada.

A manipulação e as manobras de diversão para desviar a atenção do essencial são preocupantes. Uma das tácticas usadas é falar constantemente em assuntos fúteis, divertidos, insignificantes, de outros países e que por isso pouco ou nada nos interessam. Basta insistir nisto para que ao fim de algum tempo muitos fiquem convencidos que estes assuntos são importantes e passem também a falar neles. Pensar, criticar, questionar, tornou-se um acto raro e quem o faz não é bem visto.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Calendário

Abril 2021

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D