(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons" e também algumas sobre o poder)
(Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio", deviam sentir-se mal. Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)
Este post vem na sequência do post Nuvens negras na justiça e nos media. Penso que poucos falaram neste assunto, preferem continuar a falar no que é insignificante, são incentivados a isso, mas entendo ser um dever meu falar dada a sua importância e também devido a certas criticas que faço no blog. Alguns ainda não perceberam que certos problemas não acontecem só aos outros, podem acontecer a qualquer um. Também não tive conhecimento que o assunto fosse comentado na comunicação social, a mesma que comenta o que acontece noutros países como se acontecesse cá.
Deixo aqui também as minhas criticas aos que estão muito preocupados com o ambiente, o plástico, as alegadas alterações climáticas, os animais, as touradas, mas não com os seres humanos que são o mais importante e por isso devem ser a prioridade. Também aos que ficam muito ofendidos com meras palavras sem consequências práticas, parecem "flores de estufa". Não queiram convencer as pessoas que o mundo é quase perfeito, pois ele é bastante imperfeito. É preocupante a manipulação que existe actualmente para desviar a atenção do essencial e levar as pessoas para o mundo quase perfeito da fantasia.
Lembro a alguns que não existe o poder político, mas o legislativo, o executivo e o judicial. E o objectivo é haver um equilíbrio entre os três.
Na sequência do homicídio de Luís Grilo, António Joaquim inicialmente absolvido pelo Tribunal de 1ª Instância, acabou sendo condenado à pena máxima pelo Tribunal da Relação.
Amante de Rosa Grilo condenado a 25 anos de cadeia, onde diz: O tribunal de júri, responsável pela decisão de primeira instância, "errou na avaliação das aludidas provas e no raciocínio que levou a cabo".
Disparidade de critérios no julgamento do homicídio de triatleta causa estranheza, onde diz: A condenação de um arguido a pena máxima depois de uma absolvição está a causar estranheza. O caso ocorreu com um suspeito do homicídio do triatleta Luís Grilo. A Associação Sindical dos Juízes explicou que é normal os juízes de diferentes instâncias terem entendimentos diferentes.
Enquanto a Associação Sindical dos Juízes fala em entendimentos diferentes, o Tribunal da Relação fala em erro na avaliação das provas e no raciocínio.
Mas se é normal os juízes de diferentes instâncias terem entendimentos diferentes, então devemos ficar preocupados pois não temos a garantia que a última decisão seja a correcta.
Também se o tribunal que absolveu António Joaquim "errou na avaliação das provas e no raciocínio" (o que não devia acontecer), que garantias temos que o mesmo não aconteça com outros tribunais?
Com a mesma lei e os mesmos factos não devem haver sentenças diferentes. É preocupante quando "cada cabeça sua sentença" pois descredibiliza a justiça e cria uma sensação de insegurança.
E não podemos esquecer que a Justiça é um poder onde ao contrário do que acontece com o poder político, o Governo, o Parlamento, em geral não sabemos o que acontece lá pois só alguns casos é que saem na comunicação social e muitas vezes não são comentados, há uma certa opacidade. Temos de juntar a isto casos em que pedem o afastamento do juiz alegando falta de isenção, parcialidade. O resultado de um processo deve depender da lei aprovada no Parlamento e dos factos, e não de ser o juiz A ou B a decidir. Ao admitirem pedirem o afastamento do juiz, admitem que efectivamente querendo o juiz pode interferir no resultado sobrepondo-se à lei e aos factos. Isto é preocupante. Não admira pois que os portugueses confiem pouco na Justiça:
Como já disse neste blog, a publicidade protege os mais fracos e por isso é fundamental. O problema é que muitos não percebem isto. Por isso tal como disse no início devem começar por ler o post: Porquê mais um blog?
Como eu disse um dos problemas da justiça é a sua opacidade. É um sistema fechado muito diferente do que acontece na política onde quase tudo se sabe, quase tudo é comentado. O post Porquê mais um blog? tem grandes frases sobre o poder, uma delas é, "Tudo o que é secreto degenera, mesmo na Justiça (Lord Acton)".
Adenda 3: Operação Lex, "Quem tem poder, acha que está acima da lei", diz Observatório Permanente da Justiça. Como disse o post Porquê mais um blog? tem grandes frases sobre o poder, outra delas é, "Todo o homem que tem poder é levado a abusar dele indo até onde encontra limites" (Montesquieu). Assim o principal problema é a falta desses limites na justiça devido à opacidade e à falta de escrutínio. O mecanismo de pesos e contrapesos (checks and balances), não funciona bem na justiça por ser um sistema fechado, assim não admira que aconteçam abusos. Para ele funcionar bem é preciso a intervenção dos outros poderes, mas muitas vezes dizem que não podem nem comentar o que se passa na justiça, o que não compreendo. É preciso também a intervenção do 4º poder, a comunicação social, mas só estão interessados em alguns casos. Este caso detectou-se mas tarde, e quantos mais haverão?
(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons")
(Resolvi aumentar o tamanho da letra pois parece que alguns vêem mal. Precisamos "pôr o dedo na ferida" pois só assim conseguimos construir um mundo melhor. Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio". Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)
Não vou falar em coisas como o plástico, o ambiente, as alegadas alterações climáticas que além de serem alegadas não percebi bem as suas consequências nem quando elas se vão sentir. Não vou falar em animais, touradas, etc. Não vou falar em descriminação contra negros pois também as há em relação a brancos. Além disso existem outros problemas mais graves do que descriminação. Não vou falar nas compras ou nos passeios que faço. Não vou falar em Trump, Bolsonaro ou outros. Não vou falar em humor. Não vou falar em desporto. Não vou falar em comida. Se falasse corria o risco de ver o meu post destacado e seria uma chatice. Muitos ficavam a saber que falava nestes assuntos quando há outros importantes ou bem mais importantes, iria sentir-me mal.
Vou falar em assuntos importantes que afectam as pessoas. Para quem não sabe, as pessoas estão acima das coisas e dos animais, devem ser a prioridade. O progresso civilizacional de um país avalia-se principalmente pela protecção dada aos mais fracos. A publicidade protege os mais fracos de eventuais abusos dos mais fortes.
Na sequência dos vários posts Um "polvo" na comunicação social e de outros posts que criticam a comunicação social, aqui fica um resumo e mais alguma informação.
A informação e as notícias são importantes e por isso os media são considerados o 4º poder. Como vivemos num mundo imperfeito, em todo o lado podem acontecer irregularidades e os media não são nem poderiam ser uma excepção, embora alguns nos queiram convencer disso. Assim os media tanto podem informar e denunciar como manipular e enganar, por isso as regras e a transparência são fundamentais. Vejam estes excelentes artigos, Jornalistas e jornaleiros que também fala num "cancro" na sociedade e A caminho da superficialidade que critica o interesse dos assuntos escolhidos para serem o centro da atenção e também quem os consome.
Antes do 25 de Abril, no tempo da ditadura, alguns decidiam o que devíamos e o que NÃO devíamos saber, e chamavam a isso censura.
Agora a situação mantêm-se, a comunicação social faz "filtragens" de acordo com critérios desconhecidos e decide o que devemos e o que NÃO devemos saber. Eles apenas publicam o que lhes interessa ou o que não consigam ocultar. Não se iludam, não existem "almoços grátis", quase tudo é feito com base em interesses e não em valores ou princípios. O que eles publicam passa a ser a realidade, o que eles ocultam ou mesmo censuram é como se não existisse. A ocultação de factos com relevante interesse público é uma forma a enganar pois ficamos com uma ideia errada da realidade. É pior do que "fake news", pois essas ainda as vemos e assim podemos nos defender. Um dos sinais do Retrocesso civilizacional é que antes isto era criticado mas agora poucos falam nisto até porque em geral sabemos apenas o que sai na comunicação social e dificilmente publicam algo que seja contra eles. Como é evidente censura depende do que se faz e não de quem o faz. E a censura quando praticada pelos próprios jornalistas que têm o dever de a repudiar conforme diz o artigo 14º b) do Estatuto do Jornalista (ver por exemplo Um "polvo" na comunicação social (parte 4)), chama-se auto-censura.
Em geral não sabemos o que eles ocultam ou mesmo censuram, mas sabemos o que eles publicam, o que eles querem que saibamos, e devemos ficar preocupados. A mim interessa-me saber informação relevante que sirva para alguma coisa. Quem quiser diversão, deve procurar programas de entretenimento, não a comunicação social. Alguns exemplos do que eles publicam:
Estes são alguns exemplos entre muitos, é só estar atento, todos os dias há mais.
Como podem ver, a maior parte destes exemplos dizem respeito a factos ocorridos noutros países. E a maior parte do que acontece noutros países apenas tem interesse internamente e quando publicado noutros países serve para desviar a atenção do essencial, gera ruído. Outros são assuntos privados, histórias, sem interesse público e servem para divertir.
Eu disse no início, como vivemos num mundo imperfeito, em todo o lado podem acontecer irregularidades e os media não são nem poderiam ser uma excepção. Assim as entidades reguladores são fundamentais. Por ser importante eu quis saber como a comunicação social decide o que devemos e o que NÃO devemos saber e como as entidades reguladores actuam no caso de incumprimento da lei. Por ter relevante interesse público, publiquei o que descobri nos posts Um "polvo" na comunicação social e é bastante preocupante. As entidades que contactei são:
RTP
Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)
Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ)
Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (CDSJ)
Com estas entidades reguladoras que já foram criticadas por passividade, não admira que depois a comunicação social tenha certos comportamentos. O que está nos posts Um "polvo" na comunicação social aconteceu no mesmo país que se preocupa com o ambiente e os animais, quando as prioridades devem ser as pessoas. Somos mesmo um país avançado! Interessa as aparências, interessa a diversão, interessa desviar a atenção do essencial.
Devido à censura e à manipulação que existe na comunicação social, vemos muitos a discutirem o que acontece com o ambiente e os animais quando deviam estar a discutir o que acontece com as pessoas, porque os assuntos relacionados com pessoas são por vezes ocultados, as pessoas são por vezes tratadas abaixo de cão. E muitos nem percebem que estão a ser manipulados para discutirem o que a comunicação social quer que seja discutido. Interessa que o povo seja inculto pois assim é mais fácil ser manipulado.
Devido à estupidificação da sociedade por parte da comunicação social só possível graças à colaboração dos idiotas (vejam A Civilização do Espectáculo e Geração de idiotas), depois é difícil divulgarmos informação relevante. Olham para ela como "um burro a olhar para um palácio", procuram o "circo". Já sabemos que muitos só pensam no seu "umbigo", mas são tão idiotas que nem percebem que isto também é do seu interesse.
Adenda 2: Às vezes há mesmo coincidências, vejam este artigo que devem mesmo ler Falemos de censura, onde entre outras coisas diz:
"Informação é poder. Por isso sempre houve tendência para a controlar (...). De momento existem duas novas formas de censura. A primeira delas é o excesso de informação irrelevante. (...) despejam constantemente toneladas de informação inútil sobre o público".
Mais outro que critica tal como eu a comunicação social, as "toneladas" de informação inútil a que eu chamo "lixo", ruído, diversões. Mas os idiotas infantis consomem-na em grandes quantidades e ficam contentes com uma "mão cheia de nada".
Não concordo com o autor quando diz que são duas novas formas de censura, é manipulação ou desinformação pois censura equivale a ocultar algo.
Também não concordo quando diz que a censura tradicional de ocultar informação incomoda (ou relevante) está ultrapassada, não está, apenas os censores passaram a ser outros. Até porque em geral não sabemos o que é ocultado, assim como podemos ter a certeza que não acontece? É preocupante quando alguns decidem o que devemos e o que não devemos saber.
É interessante que o autor termina dizendo “O povo bem informado jamais será enganado!”, pois eu tenho dito que o povo inculto é mais fácil ser manipulado. Por isso vemos a insignificância de muitos assuntos escolhidos para serem o centro das atenções. Interessa que o povo continue a ser inculto e infantil, e que fique maravilhado com tudo e com nada.
Adenda 4: Mais um artigo que devem mesmo ler, Se a televisão não mostrou, então, não aconteceu! Só um reparo, o título deve ser, "Se a comunicação social não mostrou, então não aconteceu!", pois o problema não são só as televisões. Eu tenho dito, o que a comunicação social mostra passa a ser a realidade, o que oculta é como se não existisse. Outro problema é que o povo inculto e infantil não compreende as implicações deste comportamento da comunicação social. Para eles só existem "fake news".
(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons")
(Resolvi aumentar o tamanho da letra pois parece que alguns vêem mal. Precisamos "pôr o dedo na ferida" pois só assim conseguimos construir um mundo melhor. Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio". Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)
O autor desta frase é desconhecido mas a geração de idiotas infelizmente está aí. Após milhares de anos de evolução infelizmente o resultado é uma geração de idiotas. Alguns dos sinais disto são estes:
Gostam de "tudo" o que é insignificante, fútil, estúpido, divertido, "lixo". Ficam maravilhados com tudo e com nada. São infantis e mimados.
São "Maria vai com as outras", gostam de estar na moda, seguem o chamado "comportamento de manada".
Falam muito sobre tudo e sobre nada. Produzem e consomem "lixo" até dizer chega! Uma vez que o tempo é um bem limitado e precioso, deve ser bem aproveitado. Escrever muito sobre tudo e sobre nada, é irracional.
Por vezes admitem que de facto há assuntos importantes ou outros assuntos mais importantes. Isso implicaria que eles passassem a dar prioridade a esses assuntos, mas não, continua tudo igual.
Entram facilmente em contradição com o que afirmaram antes mas não vêem problema algum nisso, o problema está sempre nos outros.
Gostam de criticar os outros mas não vêem que por vezes o principal problema são eles mesmos.
Acham que são especiais, têm direitos mas não deveres.
Colocam os animais e as coisas acima das pessoas. Quando não há respeito pelos seres humanos, pedem respeito pelos animais e pela natureza. Quando há violação de direitos humanos, pedem direitos para os animais. Mas mais uma vez não vêem problema algum nisto, não vêem problema em "construir-se uma casa pelo telhado".
Por vezes dizem "as pessoas sabem-se defender, os animais não". São frases que ouvem e repetem sem pensar. Está errada por vários motivos. Num mundo cada vez mais individualista em que quase ninguém quer saber dos outros, outros têm preocupações selectivas de acordo com certos interesses, alguns estão preocupados com os animais! Algo aqui não bate certo pois a grande preocupação de muitos é o seu "umbigo". Depois devem estar a referir-se ao facto das pessoas falarem e os animais não. De facto as pessoas podem falar, podem falar para as paredes pois ninguém as quer ouvir! E vejam por exemplo se o ucraniano que morreu no aeroporto devido a agressões supostamente provocadas pelo SEF, se conseguiu defender!
Falar para alguns ou para uma pedra é igual.
São ignorantes, hipócritas, manipuladores.
Esta geração de idiotas resulta em parte do ser humano ter tendência para a estupidez e sobre isto já há grandes frases, e em parte da estupidificação da sociedade por quem quer tirar proveito disto pois não há "almoços grátis".
Vejam também: As pessoas não querem evoluir, onde entre outras coisas diz: "O facto de o ser humano ser ganancioso, não se informar e opinar à toa. Tu explicas determinadas coisas e ele informa-se pela rama, pela superfície. Depois argumenta como se estivesse informado e se soubesse do que está a falar e não tem nem curiosidade, nem se empenha em crescer e evoluir".
Adenda 1: Eu criei este blog há cerca de um ano (1º post: Porquê mais um blog?) e comecei por dizer que neste país os mais fracos não têm voz, referindo-me evidentemente a seres humanos, e tenho sido ignorado, ou seja assunto irrelevante. Soube agora que algumas pessoas se manifestaram em Lisboa pelos animais dizendo "Dar voz a quem não fala como nós". Na prática qual a diferença entre não falar e falar mas não ser ouvido, e falar para as paredes? E não esquecer que enquanto eu falo em seres humanos outros falam em animais. Somos de facto um país muito avançado em termos civilizacionais!
Faz um ano que publiquei o primeiro post Porquê mais um blog?, sabia que encontraria obstáculos, mas cada vez mais estou convencido que este blog faz mesmo falta, pois os "Lobos disfarçados / mascarados de cordeiros" são ainda mais do que eu pensava!
Como os artigos são bons é difícil acrescentar algo mais.
Estes artigos mostram-nos uma realidade preocupante, muitos usam uma "máscara" para parecerem o que na verdade não são. Para parecerem "cordeiros" quando na verdade são "lobos". Quem diria que antes da COVID-19 já muitos usavam "máscara"!
E para agravar a situação este comportamento tornou-se moda, competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita!
É uma realidade que quase tudo é feito por interesse, não por valores ou princípios. Em geral ninguém quer saber dos outros, o importante é o seu "umbigo".
E em relação a isto há um bom comentário neste blog da autoria de voza0db que diz:
"Na realidade nós apenas nos preocupamos com aquilo que directamente nos provoca dor e/ou perda. Tudo o resto é mero entretenimento".
Mas vemos muitos hipócritas dizerem palavras bonitas, fingirem ser o que não são. Mas são tão desastrados que basta "abanar um pouco com eles para a máscara cair" e vermos quem eles são de verdade. Por exemplo é só pedir para eles deixarem as palavras bonitas e fazerem algo de concreto pelos outros. De repente eles desaparecem!
Normalmente os hipócritas também seguem o chamado "comportamento de manada". E se virem um grupo com poucas pessoas e outro com muitas, juntam-se sempre ao grupo que tem muitas pessoas. Por isso vemos que quando certos assuntos estão na moda, todos querem falar nele mesmo que não tenha interesse algum, mesmo que não acrescentem nada. E como sabemos quem decide os assuntos que devem estar na moda são os media de acordo com certos critérios desconhecidos (a não ser que não tenham outra opção), e muitos vão atrás! Vejam o poder que os media têm!
Também mostram demasiada preocupação com as "pequenas coisinhas", como se o mundo fosse quase perfeito quando na realidade é bastante imperfeito. A demasiada preocupação com as "pequenas coisinhas", serve como manobra de diversão para ajudar a ocultar as outras, as realmente importantes. São manipuladores! Então muitos falam na protecção do ambiente, dos animais, etc., mas não na protecção das pessoas que são o mais importante, mas não nos Direitos Humanos. Vejam por exemplo:
O mundo actual é de facto avançado em tecnologia, mas a cultura do povo que em geral é infantil é muito preocupante. Sendo infantil, o povo está receptivo à estupidificação por quem quer tirar proveito disso. Então para além de gostarem de dinheiro quanto mais melhor, passam também a gostar de tudo o que é insignificante, fútil, estúpido, divertido, de "circo". Ainda relacionado com o que disse, outro sinal dessa estupidificação é a quantidade de "lixo" que produzem e que consomem. Alguns estão preocupados com o ambiente mas não com o ruído!
E claro com um povo assim é muito difícil divulgar informação importante. Nem sequer conseguem perceber que também é importante para eles.
Já na época dos romanos o povo gostava de "circo", mas agora estamos no século XXI!
(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons")
(Precisamos "pôr o dedo na ferida" pois só assim conseguimos construir um mundo melhor. Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio". Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências.)
Este caso apareceu na comunicação social, mas quantos outros casos que envolvem os mais fracos são ignorados, ocultados, abafados?
Esta pergunta devia preocupar-nos, mas muitos estão é preocupados com o seu "umbigo" e em manter as aparências.
Neste país para muitos está tudo bem com as pessoas, os únicos problemas são o ambiente e os animais! Interessa falar de Trump e de Bolsonaro que são os Presidentes de outros países e bem longe daqui. Interessa criar diversões para desviar a atenção do essencial.
Quando existem assuntos relacionados com pessoas, com os mais fracos, alguns querem que o centro das atenções sejam coisas, animais, o que é insignificante, divertido, fútil. O que estimule ainda mais a infantilidade do povo é bom, pois quanto mais inculto for o povo mais fácil é ser manipulado!
(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons")
(Adenda: Precisamos "pôr o dedo na ferida" pois só assim conseguimos construir um mundo melhor. Infelizmente alguns olham para este blog como "um burro a olhar para um palácio". Outros parece que competem entre si a ver quem consegue ser mais hipócrita, mais falso. O que interessa é manter as aparências!)
"(...) a equipa de jornalistas coordenada por Ana Leal acusa a direção de informação da TVI de censurar peças jornalísticas incómodas para o poder político e para as autoridades de saúde".
"Jornalismo é informar, mas é sobretudo ter a noção do papel que desempenha na sociedade. Por isso também é filtrar (...)".
"É com esse sentimento de liberdade que o grupo de jornalistas que compunha o ‘Programa Ana Leal’ considera absolutamente inaceitável que o diretor de informação nos diga como já disse para ficarmos quietos. Não. Não podemos. É o próprio Estatuto dos Jornalistas que nos veda tal comportamento".
Da forma como alguns falam parece que os jornalistas fazem parte de uma das classes onde são todos muito correctos. Mas segundo esta notícia afinal não é assim e ainda bem pois vem dar razão ao que eu tenho dito.
Mas a comunicação social censura! Segundo alguns eles são especiais e apenas fazem filtragens. Fazem filtragens de acordo com certos critérios desconhecidos. Mas gostam de criticar outros por falta de transparência. "Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço!" Algumas dessas ditas filtragens são de facto censura e só se censura o que é incómodo, já antes do 25 de Abril era assim. A comunicação social deve filtrar mas é o "lixo", pois a maior parte dos acontecimentos não têm relevância para serem notícia. Mas infelizmente vemos muito "lixo", ou seja eles fazem mal a filtragem. Fazem a filtragem de acordo com os seus interesses e o interesse do público, mas não com o interesse público como devia ser. Eu não me enganei, há "interesse do público" e "interesse público" e a diferença está explicada neste post Um "polvo" na comunicação social (parte 5).
A notícia diz também que os jornalistas não podem ficar quietos perante certos acontecimentos pois isso seria violar o Estatuto dos Jornalistas. Mas desde quando as regras são para de facto serem cumpridas quando dificilmente se consegue saber que foram violadas! Se eles ficarem quietos, quem é que vai ter conhecimento disso? Quem sabe os factos que eles censuram? Em geral não sabemos, sabemos quando alguém de dentro denuncia isso, o que é muito improvável.
De facto o jornalismo desempenha um papel importante na sociedade e por isso além de direitos tem deveres, mas alguns esquecem-se disso. Quando a comunicação social oculta informação relevante, equivale a manipular, a enganar. Devemos ficar preocupados com o conteúdo predominante que é informação insignificante e divertida. É isto que querem que vejam!
Vejam também os restantes posts 'Um "polvo" na comunicação social'.
(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons")
Com papas e bolos se enganam os tolos é mesmo uma grande frase. E quando eu vejo certo tipo de comida lembro-me logo dela. Alguns ainda não perceberam que interessa desviar a atenção do essencial e que não há "almoços" grátis! Quanto mais inculto for o povo, mais fácil é ser manipulado. E vejo que muitos gostam de serem manipulados.
Adenda: Também me faz lembrar a Política do Pão e Circo da época dos romanos cujo objectivo era desviar a atenção do povo das questões importantes. O que é preocupante é que vinte séculos depois pouco mudou!
(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons")
Vivemos tempos muito preocupantes de hipocrisia, de aparências, de superficialidade, de manipulação, de manobras de diversão, de estupidificação da sociedade. Já conhecia este artigo a algum tempo, A hipócrita solidariedade humana, que devem ler, onde entre outras coisas diz:
"A bondade humana dá, neste milénio, sinais de contágio com o que é, hoje, a principal tendência das coisas: superficialidade e mediatismo".
Em princípio devemos lamentar a morte de qualquer ser humano quer seja alguém conhecido ou não. Mas todos os dias morrem pessoas de causas naturais e em relação a isto nada podemos fazer, mais cedo ou mais tarde acaba por acontecer. E quando acontece é normal apenas as pessoas mais próximas se prenunciarem sobre essa morte. Mas agora se for alguém conhecido, vários lamentam essa morte. Mas alguns desses são os mesmos que ignoram os que ainda estão vivos.
Se as pessoas precisam de ajuda, precisam que se lembrem delas, é quando estão vivas. Depois de morrem já não precisam de nada. Se querem fazer algo por elas, façam-no enquanto estão vivas.
Mas isso dá trabalho, pode implicar gosto de dinheiro, etc. É bem mais fácil lamentar a morte de alguém, pois como já morreu já não precisa de ajuda. Pois a verdade é que nunca quiseram ajudar mas apenas "ficar bem na fotografia".
Há alguns que falam em assuntos importantes, nos problemas dos que estão vivos e são ignorados. O que tem valor é escrever "meia-dúzia" de linhas a lamentar a morte natural de alguém. Algo mesmo muito útil, original, criativo!
(Se não conhece este blogue, deve começar a lê-lo pelo 1º post: Porquê mais um blog?, até porque tem lá grandes frases como "O que mais me preocupa é o silêncio dos bons")
Acordaram para o incumprimento reiterado de alguns órgãos de informação em matéria deontológica?
Perceberam finalmente que se pratica em Portugal, às vezes e em alguns casos senão mau, pelo menos péssimo jornalismo?
O artigo diz que na sequência do COVID-19, o Sindicato dos Jornalistas (SJ), enviou uma nota às direcções de informação a alertar para que velem pelo escrupuloso cumprimento das mais básicas regras da profissão por parte dos seus jornalistas. E as perguntas em cima são para o SJ, acordaram agora para o mau jornalismo que se pratica!
É interessante que além de criticar o SJ, também critica a Comissão de Carteira (CCPJ) e a ERC. Não é comum as Entidades Reguladoras serem criticadas por inércia, por passividade na regulação do sector, por alguém de dentro. Não é qualquer um que o faz, admito que é preciso ter coragem, o que dá mais valor ao artigo.
Encontrei no artigo uma frase interessante que desconhecia, "Prego que se destaca, deve ser martelado".
O artigo fala também em interesse público e interesse do público, algo que já conhecia. Interesse público é informação relevante que por isso deve ser do conhecimento público. Interesse do público é informação insignificante, divertida, sensacionalista, "circo". A procura de audiências nem que para isso explorem a desgraça alheia, nem que para isso contribuam para a estupidificação da sociedade. O artigo também diz, "Deixar que o público (que pode ser ignorante mas raramente é totalmente parvo) acabe a distinguir (...)". De facto o público também é um problema, se existe "jornalixo" é porque muitos o consomem! E quanto mais inculto for o povo, mais fácil é ser manipulado, mais consome "jornalixo".
Mas o problema não é só o que se publica, é também o que tendo relevante interesse público não é publicado, é censurado. O que se publica ainda vemos e por isso podemos criticar, já o que não se publica em geral não sabemos. Há falta de transparência nos critérios usados para decidir o que devemos e o que não devemos saber. A ocultação de factos com relevante interesse público é uma forma de enganar.
Eu andei a investigar alguma comunicação social e as Entidades Reguladoras. Por ter relevante interesse público, publiquei o resultado nos restantes posts Um "polvo" na comunicação social. Nesses posts podemos verificar que as criticas que o artigo faz às Entidades Reguladoras fazem sentido. Então quando falamos em censura, não é nada com elas. Mas após insistência... É melhor verem, inacreditável!
Adenda 1: Repórteres Sem Fronteiras denunciam violações da liberdade de imprensa. Pois eu denuncio censura e "circo" na imprensa! Eles que respeitem o direito fundamental dos cidadãos a informação livre de censura e que informe sobre o que é relevante. Não que divirta para procura de audiências que eles próprios criaram e alimentam. Pelos estatutos editoriais vemos que alguns nem sabem o que é liberdade de imprensa. Outros confundem liberdade de imprensa com liberdade para fazer "tudo e mais alguma coisa". Os jornalistas são especiais, "colocam-se num pedestal", querem ter direitos mas não deveres!
Adenda 2: Como disse, temos de estar preocupados com os poderes onde parece que são todos muito correctos pois o mais certo é algo estar a ser escondido. Vejam este artigo que vem mesmo numa boa altura, Os jornalistas no saco azul do GES e a teoria geral do funil. Onde entre outras coisas diz: "(...) alegados ou reais jornalistas que, enquanto exercitavam o direito a informar, recebiam quantias de um dos maiores grupos financeiros de Portugal." Quando censuram, marimbam-se para o dever de informar sobre o que é relevante e acham que existe o direito de manipular. Quem nos guarda dos "guardas"?
É de louvar esta iniciativa do Pedro de dar voz a quem quer informar sobre o que é relevante mas não tem voz. E quantos outros não terão voz?
De resto o que aconteceu foi mais do mesmo, nenhum dos meus posts interessou, possivelmente nem os compreenderam. Parece que vieram à procura de "circo", mas aqui não o encontram. Nada disto me surpreende, o post Artigo demolidor entre outras coisas diz:
Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.